"A minha alma
que há muito andava perdida
só que uma coisa na vida
.... sossegar em ti"
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
Em cada
"Em cada vida,
ida.
Pra cada laço,
um pedaço.
Em cada gesto,
manifesto.
Pra cada trago,
amargo.
Em cada mão,
um irmão.
Pra cada santo,
um canto.
Em cada despedida,
sinta.
Pra cada amor,
uma dor."
(01.01.2012)
ida.
Pra cada laço,
um pedaço.
Em cada gesto,
manifesto.
Pra cada trago,
amargo.
Em cada mão,
um irmão.
Pra cada santo,
um canto.
Em cada despedida,
sinta.
Pra cada amor,
uma dor."
(01.01.2012)
sábado, 17 de março de 2012
Meio-fio
"Sentada no meio-fio do tempo
Percebo o bem e o mal
As horas que se arrastam
Os amores que se perdem
Os laços que se rompem
Embalada pelo meio-fio da vida
Vejo as idas e vindas
Os dias que correm
Os sonhos que renascem
E os nós que reatam"
(Autora: Marselle Carvalho, 03.01.2012)
Percebo o bem e o mal
As horas que se arrastam
Os amores que se perdem
Os laços que se rompem
Embalada pelo meio-fio da vida
Vejo as idas e vindas
Os dias que correm
Os sonhos que renascem
E os nós que reatam"
(Autora: Marselle Carvalho, 03.01.2012)
domingo, 2 de janeiro de 2011
Rádio, televisão ou internet?
Estou cada vez mais convencida da importância do acesso universal e livre à internet, seja para a mera interação por meio do ORKUT, FACEBOOK, Hi5, TWITTER, ou escrever livremente em um blog, site, WIKIPEDIA, ou postar videos no YOUTUBE, ou promover educação à distância por meio de inúmeras ferramentas virtuais, tais como MOODLE, TELEDUC etc, ou realizar reuniões, discussões ou conversas usando o SKYPE, MESSENGER ou webconferência. Enfim, uma lista de infinitos meios para infinitas possibilidades de uso. Vou explicar meus motivos.
O rádio e a televisão sem dúvida ainda são meios de comunicação muito "utilizados" pela população brasileira. Mais de 80% da população brasileira possui aparelho e rádio e televisão no domicílio (Teleco, 2010).
Por que aspeei a palavra UTILIZADOS?
Porque me parece razoável pensar que o contrário também é verdadeiro. A via é de mão dupla.
Os meios de comunicação de massa são utilizados pela população e também a utiliza de várias maneiras. Afinal, qual é o meu nível de decisão individual sobre a programação de uma emissora de rádio ou televisão? Nenhum. Talvez haja certo nível de decisão coletiva. Os programas exibidos pelas emissoras de rádio e, principalmente, de televisão são mantidos ou substituídos em função da audiência. Portanto, o movimento entre a sociedade e as mídias de massa é sempre dialético. Assim como a audiência muda os rumos de uma novela, minissérie ou programas de auditório, a programação das emissoras possui forte componente ideológico, facilmente manipulado por interesses financeiros e governamentais. Os telejornais são um bom exemplo desse componente.
Vivemos em um país com um dos piores sistemas educacionais do mundo, em que os jovens que conseguem chegar ao ensino superior, e acabam acessando-o facilmente pela enorme oferta privada associada a um sistema de crédito estudantil público, apresentam dificuldades inerentes à formação básica precária, como dificuldade em reconhecer grandezas e interpretar textos simples. Segundo Relatório de UNESCO (2010), cerca de 13,8% dos brasileiros largam os estudos já no primeiro ano no ensino básico. Neste quesito, o País só fica à frente da Nicarágua (26,2%) na América Latina e, mais uma vez, bem acima da média mundial (2,2%). O Brasil poderia se encontrar em uma situação melhor se não fosse a baixa qualidade do seu ensino.
O que esperar de um pais em que a maioria da população, de um lado, têm elevado acesso às midias de massa claramente parciais, como rádio e televisão, e, de outro, não têm acesso à educação de qualidade, sobretudo a básica?
Sem educação de qualidade, um país não consegue formar indivíduos críticos e dificilmente manipuláveis por quem quer que seja (rádio, televisão, governo etc), dotados de autonomia e de condições de escolher o que é melhor pra si.
Como não conseguiremos mudar rapidamente o nível de educação da população brasileira, mesmo que as reformas e os investimentos necessários no sistema educacional comecem imediatamente, porque as transformações nessa área sempre acontecem a longo prazo, e não percebo a menor disposição das emissoras de rádio e televisão comercial aberta do país em mudar radicalmente a sua programação sob pena de perder audiência e, com isso, deixar de ganhar milhões de reais em propaganda e merchandising, acredito que o espraiamento do acesso à internet e a proliferação de organizações não governamentais sérias, voltadas à educação comunitária, sejam uma saída possível para o processo de emburrecimento e apatia social do pais.
Ao contrário do que possa parecer nesse texto, eu não sou contra o rádio e a televisão. Acho-os, cada um do seu jeito, extremamente fascinantes. Possuem linguagem e funções sociais muito próprias. Mas o mundo mudou. A globalização e a revolução na informação nos colocam diante de um novo contexto. Hoje podemos ter acesso em tempo real à várias versões (ou verdades) sobre um fato ou fenômeno e fazer nosso próprio julgamento, sem termos que consumir uma notícia pronta, baseada na versão unilateral da situação.É sobre isso tento refletir nesse texto.
Continuo gostando de ouvir músicas e notícias pelo rádio e de ver o jornalismo e a dramaturgia da televisão...
Fontes:
Brasil Econômico: http://www.brasileconomico.com.br
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Sou apenas diferente
Eu não me contento com pouco.
Sou muito crítica comigo e com os outros.
Não preciso aceitar tudo e todos,
Mas não abro mão do respeito.
Tenho minhas próprias opiniões.
Embora a vida seja curta e tudo isso passageiro,
Não me permito viver na mediocridade.
Quero ouvir a melhor música, ler os melhores livros,
Comer e beber o que há de melhor.
Não quero amores vis nem amigos quaisquer.
Não me dou pra todo mundo,
Mas a todos trato com respeito e gentileza.
Viver é uma arte e passar pela vida é um privilégio.
Por que desperdiçar com subultura e coisas superficiais e triviais?
Posso não ser melhor que ninguém, mas certamente não sou pior.
Sou apenas diferente!
MENINA DO COLAR DE CONTAS COLORIDAS
Eu penso que a paixão é uma ave de rapina sempre pronta para atacar impiedosamente o primeiro ser vivo a passar na sua frente. Pois bem, foi exatamente assim que aconteceu comigo. Me apaixonei por descuido. Sem perceber, fiquei bem na mira dessa ave.
Vou contar como tudo aconteceu...
Em uma noite quente, às margens da Baía do Guajará, eu estava bebericando com os amigos quando conheci uma menina de sorriso largo, olhinhos apertados e cabelos arrepiados.
Eu a avistei de longe. Foi paixão à primeira vista. Ela veio à minha mesa para cumprimentar uma amiga que estava tomando uma bebida comigo. Minha amiga a convidou para sentar-se conosco. Ela estava acompanhada de um sujeito alto, magro, cabelos lisos e óculos de lentes grossas, de aparência completamente desinteressante.
Lembro de ter trocado algumas palavras com o sujeito, que falava de museus, do passado ou algo do gênero. Embora o lugar estivesse repleto de gente, e o tal sujeito falasse copiosamente, minha atenção estava voltada exclusivamente para a menina, que sorria e gesticulava.
Ao final da noite, em meio às despedidas, abracei a menina, que surpreendentemente me disse ao pé-do-ouvido:
_ “Não vamos perder contato!”.
Olhei com espanto para ela e beijei-a no rosto. Fui para casa com aquela frase dando voltas na minha cabeça como uma mariposa na lâmpada.
Na manhã seguinte, acordei com uma vontade enorme de encontrar a menina. Mas como? Ela não havia deixado nenhum contato. Nada. Virei minha cabeça para baixo, derrubei meus pensamentos sobre a cama, vasculhei minha memória e cheguei a minha amiga, que era conhecida da menina.
Assim como quem toma um copo de conhaque de um gole só, tomei coragem e liguei para a amiga, que me disse como encontrar a menina.
Fiquei horas olhando para o telefone. Os músculos da minha mão estavam tensos e tinham dificuldade de responder ao meu comando. Depois de alguns minutos, disquei o número e deixei completar a ligação. Eis que ouvi a voz da menina, que docemente repetia:
_ Alô! Alô!
O silêncio tomou conta da ligação. Eu estava em estado de choque. Era ela. A menina atendera ao telefone.
Depois de me apresentar, conversamos por pouco tempo. Ela me disse que não gostava de falar ao telefone, porque preferia conversar pessoalmente, olhando nos olhos, o que, de fato, é muito mais interessante.
Antes de desligarmos, a menina me convidou para passarmos o domingo em uma ilha de Belém. Confesso que respondi sem pensar. Passamos um dia maravilhoso. Comemos peixe, bebemos vinho e tomamos café no final da tarde.
Ah, os cafés de fim de tarde...
Daquele domingo em diante, foram muitos cafés de fim de tarde até chegar a noite em que nos amamos sem parar. Depois de assistirmos um maravilhoso filme europeu, fomos para a sala e nos beijamos ali mesmo, no seu sofá vermelho. Do sofá fomos para a cama, da cama para a parede, da parede para a cama, da cama para cozinha, da cozinha para a sala, e assim nos amamos por quase vinte e quatro horas ininterruptas.
Antes de eu ir embora, decidimos viver um dia de cada vez... E vivemos!
Entre tantos momentos inesquecíveis, como passeios na Praça da República, filmes no cinema Olímpia e no Líbero Luxardo e café na livraria Nobel, me lembro, em especial, do dia em que a menina colocou um lindo colar de contas coloridas. Esse colar tornou-se o símbolo da nossa paixão.
Uma paixão vivida entre as cores e a poesia... Sim, havia muita poesia entre nós. Todos os dias, nós acordávamos com poesia. Trocávamos torpedos com versos e haikais, autorais ou não, e sempre mandávamos beijos com sabor de algo ou com uma qualidade. Lembro de ela ter adorado o dia que enviei um torpedo em que eu finalizava escrevendo “um beijo de spotlight”.
Havia muita delicadeza...
O tempo passou. A vida e as nossas escolhas nos afastaram. Há algum tempo que não vejo a menina. Não sei se ainda usa o colar de contas coloridas. Se os cabelos continuam arrepiados e se mantém o gosto por calças surradas e rasgadas. Enfim, não sei mais nada sobre ela. Mas nada disso importa porque, para mim, ela sempre será a menina do colar de contas coloridas.
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