Sou a delicadeza
Da seda leve,
Da brisa suave
Das manhãs de outono.
Mas se me aborreço,
Logo passo
Ao extremo oposto.
Percebo a ira
Subir pelas minhas pernas
Alcançar as minhas mãos
E sair pela boca.
O mundo fica do avesso
A vida de ponta-cabeça
Solto labaredas
Reluzentes e mortais
Por todos os meus poros.
Até que alguem me abrande,
Já destrui meio mundo
Estilhaçei copos e janelas
Desestabilizei os pólos.
sábado, 6 de novembro de 2010
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